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quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Seu laptop sincronizado com a TV
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Unknown
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10:02
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Não resta muitas dúvidas de que o hábito de assistir TV e, ao mesmo tempo, navegar na internet já não é mais algo tão anormal.
Recente pesquisa da Nielsen mostrou que 40% dos entrevistados têm esse hábito. Além disso, durante a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, foi detectado que uma em cada sete pessoas que assistia ao evento, ao mesmo tempo, navegava na internet.
A grande questão é surgirem produtos interessantes que trabalhem em cima disso.
A FastCompany apresentou o MetaMirror, conceito desenvolvido pelo estúdio europeu Notion.
A ideia é que o seu laptop ou qualquer outro gadget que você esteja utilizando para acessar a internet seja sincronizado com o que é exibido na TV. No caso, o conteúdo nesses aparelhos funcionaria com um suplemento e ajudaria a dar contexto ao que é mostrado na TV. Ou seja, a TV seria tratada como tela principal e os dispositivos (laptops, tablets, celulares) como 2ª tela.
Para mim, o MetaMirror lembrou o conceito de “conteúdo inteligente“ – plataformas e seus respectivos conteúdos sincronizados de forma “inteligente”.
Num jogo de futebol, por exemplo, no laptop, seriam exibidas estatísticas em tempo real junto com atualizações do Twitter. Durante um programa de culinária, por sua vez, seriam mostradas opções de compra dos ingredientes no exato momento em que eles aparecem na tela da TV. Num show ao vivo na TV, a sincronia resultaria na exibição no laptop de links para comprar ou baixar as músicas de acordo com o desenrolar do setlist da apresentação.
A ideia do MetaMirror é que essa sincronia seja precisa. Em tempo real, o conteúdo mostrado em seu laptop (ou tablet) complementa e muda de acordo com o que é exibido na TV.
Fiquei pensando em como isso poderia ser aplicado na área de telejornalismo. No laptop, talvez a exibição de links para documentos na íntegra, discussões online ou mais informações sobre personagens enquanto são citados em uma matéria na TV.
Fonte: Tiago Dória Weblog
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Virginia, 99, e seu primeiro computador
O iPad ganha cada vez mais mercado e propaganda gratuita. Vocês já tinham visto aqui amenina de 2 anos usando o iPad do seu papai pela primeira vez. Agora é a vez de Virginia, uma mulher que vai completar 100 anos no Oregon, que já estava desanimadinha da vida por sofrer de glaucoma em tão avançada idade, sair pulando de contente ao descobrir o iPad, o primeiro computador que ela comprou na vida.
Resta saber quando e por quanto vai chegar ao Brasil. As vendas nos EUA continuam em disparada, por isso mesmo o lançamento previsto para outros países teve que ser adiado.
Fonte: Cnet
terça-feira, 6 de abril de 2010
Cinco recursos corporativos que faltam ao iPad
Novo computador tablet da Apple pode ser uma ferramenta valiosa para empresas, mas peca por não trazer funcionalidades essenciais para atender a esse segmento.
Começa a ser comercializado dentro de algumas semanas o novo computador tablet iPad da Apple – pelo menos a versão Wi-Fi (até agora o aparelho foi oferecido apenas em pré-venda). O portátil está sendo comparado a leitores digitais e computadores ultraportáteis (netbooks), além de tablets baseados em sistemas operacionais como o Windows 7. O dispositivo poderia ser valioso para o mercado corporativo, mas peca por não trazer funcionalidades essenciais para as empresas.
O iPad é um dispositivo diferente que vem para conquistar seu próprio nicho. A inicialização instantânea como um smartphone, combinado com um processador rápido, tela multitouch, tamanho rival aos notebooks e a ampla biblioteca de mais de 150 mil aplicativos tornam o dispositivo único para servir como ferramenta de negócios.
Confira abaixo cinco recursos ausentes no iPad que o tornariam muito melhor para ser utilizado como ferramenta de negócios:
1-Expansão de memória
O iPad vem em três versões: 16GB, 32GB e 64GB. Se a necessidade de armazenamento do usuário corporativo for maior do que o limite do dispositivo, ele não atenderá. Quase todos os smartphones – com exceção do iPhone – têm memória expansível via cartões mini ou micro SD. O iPad não é um smartphone, mas a Apple deveria ter incluído uma entrada para cartão de memória no dispositivo para permitir a expansão de memória, caso seja preciso.
2-Entradas USB
Notebooks e netbooks oferecem uma grande flexibilidade por meio dessas entradas: existem dispositivos de leitura, discos rígidos, webcams, fones de ouvido e uma série de acessórios USB. Uma entrada USB – em conjunto com os softwares e drivers corretos – poderia ampliar em grande parte a funcionalidade do iPad e permitir aos profissionais de negócios utilizá-lo para uma nova variedade de propósitos.
3-Câmera de vídeo
Uma câmera frontal é provavelmente o recurso mais especulado para o iPad. Seguindo o lançamento, desenvolvedores e analistas de mídia notaram que o iPad que Steve Jobs utilizou no evento de lançamento do aparelho pareceu ter espaço para câmera, e o kit de desenvolvimento (SDK) da Apple traz referências à ela. Mas parece que não haverá, de fato, câmera no iPad – pelo menos não na primeira geração. Talvez isso chegue no segundo iPad, já que a possibilidade de conduzir videoconferências do dispositivo é um dos maiores recursos em potencial para negócios.
4-MultitarefaO iPhone OS, utilizado pelo iPad, ainda não permite multitarefa. Tecnicamente, o sistema é capaz de oferecer esse recurso, mas a Apple limitou ou restringiu os aplicativos que são capazes de permitir essa funcionalidade. A necessidade para multitarefa no iPhone é discutível – há soluções alternativas que podem ser tão efetivas quanto o recurso.
No entanto, uma tela do tamanho do iPad permite a visualização de várias janelas ao mesmo tempo – implicando uma obrigação por parte da Apple em permitir a funcionalidade de multitarefa. Felizmente, isso é uma questão de software e o recurso pode ser adicionado com uma simples atualização do sistema.
5- Navegadores alternativos
A Apple tem o seu próprio navegador – o Safari – que é utilizado no iPhone, iPad e iPod Touch. Infelizmente, este navegador não é o mais funcional ou mais popular navegador no mundo. Em quarto lugar, com menos de 5% do mercado de navegadores, o Safari simplesmente não é a melhor escolha para profissionais de negócios.
Muitas empresas dependem de ferramentas baseadas na web e aplicações que foram construídas para o Microsoft Internet Explorer ou para o Mozilla Firefox e podem não funcionar corretamente no Safari. Permitir escolhas de navegadores alternativos também é uma melhora no iPad que pode ser conseguida por meio de software, portanto é algo que pode acontecer antes da próxima geração do dispositivo.
O iPad é um dispositivo projetado para consumo de mídia pelo público em geral. Ele é desenvolvido para ser uma plataforma móvel de informações/entretenimento, e é primariamente um gadget para consumidores. Mesmo assim, ele ainda reserva vários usos para negócios, e uma biblioteca crescente de aplicativos que objetivam integrar o iPad (e o iPhone) à empresa.
5- Navegadores alternativos
A Apple tem o seu próprio navegador – o Safari – que é utilizado no iPhone, iPad e iPod Touch. Infelizmente, este navegador não é o mais funcional ou mais popular navegador no mundo. Em quarto lugar, com menos de 5% do mercado de navegadores, o Safari simplesmente não é a melhor escolha para profissionais de negócios.
Muitas empresas dependem de ferramentas baseadas na web e aplicações que foram construídas para o Microsoft Internet Explorer ou para o Mozilla Firefox e podem não funcionar corretamente no Safari. Permitir escolhas de navegadores alternativos também é uma melhora no iPad que pode ser conseguida por meio de software, portanto é algo que pode acontecer antes da próxima geração do dispositivo.
O iPad é um dispositivo projetado para consumo de mídia pelo público em geral. Ele é desenvolvido para ser uma plataforma móvel de informações/entretenimento, e é primariamente um gadget para consumidores. Mesmo assim, ele ainda reserva vários usos para negócios, e uma biblioteca crescente de aplicativos que objetivam integrar o iPad (e o iPhone) à empresa.
Fonte: IDG Now
quarta-feira, 17 de março de 2010
Kindle, iPad e o mercado editorial
Como era de se prever, depois do anúncio do iPad começaram a chover tablets, slates e afins. E, com o sucesso do Kindle, os eReaders começaram a se reproduzir como gafanhotos. Mas ao que tudo indica, a briga de verdade ficará mesmo entre Amazon e Apple, pois muito além dos aparelhos, há todo um modelo de negócios por trás, envolvendo a distribuição de conteúdo.
Não consigo enxergar o iPad competindo com o Kindle, eu os enxergo como produtos completamente distintos, para públicos distintos.
Há quem veja desvantagem no fato do Kindle apenas ler livros e ser preto-e-branco. Para quem lê bastante, esse é na verdade o pulo do gato: um dispositivo monotarefa, que usa uma tela com tecnologia que reproduz a sensação de ler um livro de papel. Outra vantagem é a facilidade de compra: a um toque o livro está em suas mãos para leitura imediata. Eu costumo comprar títulos estrangeiros na própria Amazon. Só sinto falta de obras brasileiras. Recentemente, o dono da Livraria Cultura disse que disponibilizaria 150 mil títulos em formatos para eReaders, ainda em março. Espero que entre eles haja títulos nacionais.
Universidades norte-americanas já estão adotando o Kindle para a leitura de seus títulos acadêmicos;bibliotecas estão sendo abastecidas com eBooks. No Brasil, a Unesp começa a trilhar o mesmo caminho.
Contudo, não acredito na morte do livro de papel. Obras de referência, ou que podem ser úteis para minha família, ainda compro no formato tradicional. Que é imbatível nesse sentido: você pode doar ou emprestá-lo para quem e quantas vezes quiser, que editora nenhuma botará a polícia na sua porta. Além disso, o livro de papel é democrático, pode ser arquivado em bibliotecas onde as pessoas não precisam de pré-requisito eletrônico para lê-los.
Quanto ao Kindle, espero que ele continue monotarefa e evolua dentro daquilo que se propõe: leitura de livros digitais.
E o iPad?
Steve Jobs está colocando eBooks à venda na iTunes Store. Mas o iPad é voltado para leitores eventuais: a tela é cansativa para leituras longas. Já era cansativa desde que surgiram leitores para dispositivos móveis. Visualmente, é a mesma coisa que ler na tela de um computador. Só muda o formato, mais confortável, permitindo leitura em qualquer posição.
Há quem queira um leitor de eBooks que também possa fazer outras coisas, e enxergam um convergente como mais vantajoso.
Provedores de conteúdo
Recentemente vimos brigas entre Apple, Amazon e algumas editoras, sobre quanto cobrar pelos títulos digitais. As editoras não só querem o mesmo preço dos livros de papel como também impor regras de distribuição e uso. Diferente de um livro de papel, você não é dono do eBook. Você só tem uma licença para lê-lo.
Está evidente que as editoras não aprenderam nadinha com a indústria fonográfica; terão que passar por toda aquela curva de aprendizado até se renderem aos usuários, reduzindo preços e removendo DRM. Vamos ver quanto tempo isso vai levar.
Quem também está viajando na maionese são os jornais. Eles cobram pela edição Kindle um valor surreal comparado com o que entregam. Assinei o período de testes de 4 deles, brasileiros e estrangeiros, e em todos o conteúdo deixa muito a desejar: é mal escolhido, mal editado e mal diagramado. Alguém precisa explicar aos editores que um jornal na versão para eReader não pode ser igual papel, nem igual internet. É um terceiro formato. Mas isso é assunto para um próximo post…
Fonte: Garota sem fio
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